Sucessão Apostólica

Dom Bernardo, antes da sua conversão a ortodoxia, foi Sagrado Bispo pela sucessão apostólica Latina (Romana) através de Dom Eduardo Quintella de Belo Horizonte, Bispo Católico independente, que foi Sagrado por Dom Emmanuel Milingo, que por sua vez, foi Sagrado pelo Papa Paulo VI em 1969!

Em 2005 Dom Milingo sai da Igreja Católica Romana e cria o movimento internacional dos padres católicos casados! Então, nossa sucessão apostólica Latina vem diretamente do Papa Paulo VI. Vale observar que ninguém tira sucessão apostólica, ela permanece e é transmitida, desde quando se faça com o rito próprio a sua transmissão.

Ordenação Episcopal de Dom Eduardo tendo como sagrante Dom Milingo (2011)

Imagens da Ordenação Episcopal de Dom Bernardo tendo Dom Eduardo como sagrante.

Sobre a Sucessão Apostólica e a Genealogia Episcopal


A genealogia da sucessão apostólica ou episcopal é um conhecimento de corpo historiográfico que se ocupa da reconstrução e origens da descendência episcopal entre consagradores e consagrados, no sacramento da ordenação episcopal. 


Este extrato é baseado na sucessão apostólica, que afirma a transmissão de autoridade e poderes dos apóstolos para os seus sucessores, os bispos, através do rito da consagração. Quando um bispo consagra um outro bispo, entre os dois estabelece-se uma ligação hierárquico-legal-afetivo, análoga àquela que existe entre gerações de consanguinidade.
Se estivessem disponíveis todos os documentos históricos, poderíamos reconstruir a genealogia de todos os bispos. Tal ato é possível até um certo período de tempo, terminando quando não podemos encontrar nos arquivos certos documentos. E assim, de bispo em bispo, é possível pesquisar através dos séculos, até se reconhecerem as origens sucessórias.

Esta sui generis genealogia radica na Alta Idade Média, quando se indicavam os predecessores genealógicos de um bispo para sublinhar a sucessão apostólica e o óbvio legado espiritual afetivo. Toda a genealogia de sucessão apostólica deveria assentar nos apóstolos e ao século I, todavia as fontes paleográficas não permitem chegar senão ao século XV. Graças à criação de registos paroquiais, a documentação, a partir daí, é muito mais completa.

As linhas genealógicas atualmente conhecidas, e das quais existem representantes, são cinco: Linha d'Estouteville, Linha Rebiba, Linha Ravizza, Linha von Bodman e Linha de Bovet. Sua datas, por antiguidade, são, respectivamente, 1440, 1541, 1667, 1686 e 1789.

Ninguém tem informação além disso! Nem os romanos. Acaba no século XV e fica, a partir dali como especulação. Assim sendo, quando se diz que determinada linha sucessória de uma região geográfica ou patriarcado vai até um determinado Apóstolo, isso não passa de piedade, posto que não se sustenta historiograficamente.

É preciso destacar que os protestantes usam este "buraco" informacional como premissa para defender que a sucessão apostólica foi algo reforçado ou até mesmo criado como uma das facetas da Contra-Reforma. Curiosamente, a discussão sobre o tema só passa e ter peso no período em questão (fim da Alta Idade Média e começo da Moderna).

O que temos certo é que a Linha Sucessória de Dom Bernardo é a LINHA D'ESTOUTEVILLE e remonta de 1440. 

Antigamente ela era conhecida pelo nome civil do Papa Sisto IV, Francesco della Rovere, onde estava até o momento assentada. A descoberta que Sisto IV foi sagrado pelo Cardeal francês cluniacense Guillaume d'Estouteville é recente.

Dom Athanasio de São Columbano, OHB
Especialista em Genealogia.


Também indicamos a consulta deste texto que explica a validade de sucessão Apostólica:

http://dircanonico.blogspot.com.br/2014/10/a-valida-administracao-do-sacramento-da.html


Desagravo a Dom Emmanuel Milingo

Dom Emmanuel Milingo

Com o fito de dirimir eventuais dúvidas sobre a pessoa do preclaro Patriarca da África, Dom Emmanuel Milingo, temos a dizer o seguinte: O insigne Bispo nasceu em 13 de junho de 1930 em Mnukwa (Zâmbia), foi ordenado padre em 1958 e arcebispo de Lusaka em 1969, pelo Papa Paulo VI.


Em 2001 convolou núpcias com a Sra. Maria Sung, sendo certo que sofreu censuras por parte de sua anterior denominação religiosa, tendo em vista, em tese, ter violado algumas das rezas do código político religioso.


As perseguições que Dom Emmanuel Milingo vem sofrendo são descabidas, despropositadas, vazias, que não se sustentam diante da luz solar e, principalmente, da luz que emana do Fundador e Sustentador da Verdadeira Igreja (cujos membros estão espalhados nas mais diversas denominações cristãs), que é o próprio Cristo, o Senhor de todas as coisas.

 
Quanto ao bispado de Dom Emmanuel Milingo, a História e o próprio homem jamais poderão apagar, que:

1 - Ele não poderá ser anulado pelos homens, posto que dado pelo próprio Senhor Jesus Cristo, conforme as rezas do Apóstolo São Paulo, in verbis:

“E Ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores.” (Efésios, 4-11)

2 - O casamento com a Senhora Maria Sung jamais esteve em confronto com as prescrições divinas, cabendo trazer à baila o texto sagrado que lança luzes sobre a dúvida existente:

"É necessário, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma só mulher, temperante, sóbrio, ordeiro, hospitaleiro, apto para ensinar.” (1ª Timóteo, 3-2)

3 - É curial salientar que Dom Emmanuel Milingo vem sofrendo como cristão, e não como transgressor da lei, o que, de certa forma, é perfeitamente louvável, conforme as rezas de São Pedro, in verbis:

“Mas nenhum de vós sofra como assassino, ou ladrão, ou malfeitor, ou como alguém que se intromete em assuntos alheios;” (1ª Epistola de Pedro, 4-15).

 
4 - Repise-se, Dom Emmanuel Milingo nunca deixou e nunca deixará de exercer seus múnus sagrado, posto que foi chamado e comissionado pelo próprio Cristo (Dono da Seara), unicamente a quem deve sua alma, fazendo jus a máxima do Apóstolo Pedro:
 
“Mais importa obedecer a Deus do que aos homens“. (Atos 5:29)
 
5 - Desejar uma igreja onde os homens (sacerdotes) e mulheres (religiosas) possam casar (conforme preconiza a Palavra de Deus) tem sido a perene luta de Dom Emmanuel Milingo, de clareza solar, assente a palavra do Apóstolo Paulo:
 
“Mas como o Espírito diz claramente que, nos últimos tempos, alguns apostarão da fé, escutando espíritos enganadores e doutrinas de demônios, que, com hipocrisia, falarão mentiras, tendo cauterizada a própria consciência; proibindo o casamento e ordenando a abstinência dos alimentos que Deus criou…” (1ª Timóteo, 4.1-3).
 
6 - As aleivosias em que se assentam as sentenças canônicas que tentam decretar a morte civil e religiosa do protagonista desta crônica não encontram eco sequer no vale dos ossos secos (Ezequiel 37). Se por absurdo seus estertores pudessem fazer luzir a clarificação da Santíssima Trindade, seriam ofuscados pela mundanidade dos procedimentos correntes nas Monarquias, e nos Palácios, em que se transformam as denominações de focos coadjuvantes.
 
7 - De abençoada memória, o saudoso jurisconsulto Águia de Haia, Ruy Barbosa, com a verve que lhe era peculiar, em hipotética defesa, sem sofismas diria: No império foi julgado Dom Emmanuel Milingo, que foi tratado como agitador e subversor do povo, bem como das instituições. E prosseguiria: De cada vez que há precisão de sacrificar um amigo do direito, um advogado da verdade, um protetor dos indefesos, um apóstolo de idéias generosas, um confessor da lei, um educador do povo, é esse, a ordem canônica (divorciada da Palavra de Deus), o pretexto, que renasce, para exculpar os julgadores…omissis.
 
8 - Dom Emmanuel Milingo, em sua caminhada, vem sagrando bispos para a Seara do Divino Mestre, pois Ele mesmo disse: “Grande é a vinha, mas poucos são os trabalhadores”. De modo que, nas referidas sagrações, não tem o eminente Bispo o escopo de sagrar o homem para o homem, e sim para o trabalho do Senhor.
 
9 - Derradeiramente, feliz é aquele a quem a Suma Potestade Cumula de bençãos, e cuja transgressão é perdoada, pois verá o resultado de seu trabalho.

Salve Dom Emmanuel Milingo!


Por Dom Marcelo Alves Freire ( Bispo consagrante de Dom Bernardo)

Dom Milingo sempre foi muito amigo do Papa João Paulo II, de forma tão forte e próxima era esta amizade, que só depois da morte de São João Paulo II (2005), que ele resolveu romper definitivamente com a Igreja Romana e liderar o movimento dos sacerdotes casados. Foi com Bento XVI que ocorreu o desligamento de Milingo com o Vaticano, mas nada pode tirar a sua dignidade de Bispo e legítimo sucessor de São Pedro!

Que Deus proteja Dom Emmanuel Milingo! Nossa sucessão apostólica latina está mais do que legitimada e honrada !



Ordem Hesicasta do Brasil
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