Origem e História do Cristianismo Celta

mmmkmark1


A origem histórica do Cristianismo Celta remonta ao primeiro século da Era Cristã. Temos informações arqueológicas de cristãos nas ilhas britãnicas no final do século I d.C. No I Concílio de Niceia (325) temos registrado a presenca de Bispos da Ingletarra. Provando, que ja existia uma igreja organizada nas ilhas e a antiguidade do cristianismo espalhado em varias comunidaes autônomas e com caracteristas próprias de vivência da fé católica e cristã. No entando, o grande evangelizador das comunidades celtas, especialmenta, na Irlanda, foi São Patrício (seculo V).  Este Bispo inglês foi o grande responsável pela conversão da população nativa da ilha, e de forma surpreendente e inteligente, permitiu que fosse mantido muitos elementos da cultura, mitologia e folclore desta população, facilitando a entrada da espiritualidade cristã, destacando  a Cruz Celta, símbolo do " paganismo" da ilha de antigos cultos locais, muito anterior ao próprio cristianismo, a qual com São Patrício será adotada e absorvida como cruz cristã.  Neste sentido, cristianismo céltico  pode ser distinguido por certas tradições únicas (especialmente em questões de liturgia e ritual) que eram diferentes daquelas do grande mundo romano, inclusive o calendário litúrgico, paramentos e, especialmente, se desenvolvido ao redor dos mosterios autonomos e isolados da infleuncia e do poder da Igreja Romana.

A distância geográfica com o continente europeu, e especialmente, com Roma, teria feito com que o cristianismo celta construísse uma identidade litúrgica e uma liberdade em muitos pontos da catolicidade,   sem ser  fiscalizada e reprimida por um poder central, em função da distância, mencionada acima, e pelos vários problemas históricos que a Europa passava na transição do mundo antigo para o mundo medieval, conflitos políticos, militares e tantos outros. Desta forma, a Igreja Romana, "esqueceu", por um longo tempo, dos católicos na Irlanda e ilhas visinhas, mandando missões esporádicas, que enfrentavam uma série de obstáculos para chegarem até estas ilhas. Estradas e caminhos perigosos, constantes guerras regionais, salteadores, o que levava muito tempo para organizar missões de fiscalização da fé católica romana nestas ilhas britânicas. O que foi muito bom para o crescimento, amadurecimento e consolidação do catolicismo, espiritualidade e ortodoxia celta.
 
Só para reafirmar e não ter dúvidas: o cristianismo celta era independente e autônomo, em função do que foi descrito acima! Então, NUNCA existiu Igreja Católica Celta presa a Igreja Romana, pelo menos até o século VII, quendo serão assinados vários tratados entre os soberanos britânicos com o papado romano, especialmente, na questão da unificação do calendário litúrgico e de elementos dogmáticos latinos. TODAS as igrejas atuais que usam o nome CELTA, estão resgatando a espiritualidade, as tradições deste cristianismo antigo e medieval, adaptando aos tempos modernos. 

Qualquer igreja que afirmar que é “dona” e herdeira da “Igreja Celta antiga”, isto não é verdade, e não tem base historiográfica nenhuma. Aquelas que têm sucessão apostólica válida, e seu Bispo Primaz vindo de uma tradição celta, como a nossa, e outras igrejas particulares, possuem o direito de herança da espiritualidade Celta e sua ortodoxia. Então, não basta “pegar” esta espiritualidade e fundar uma igreja! Atualmente, várias destas “igrejas celtas”, revivem este cristianismo dentro de vários carismas, como o católico liberal, a ortodoxia, o protestantismo e até o paganismo. Porém, é na ortodoxia que se encontra a fidelidade ao cristianismo celta, pois foi assim, que as antigas igrejas celtas se constituiram, até porque não existia ainda o movimento protestante e muito menos o catolicismo liberal. E é necessário ter cuidado, pois muitas se apresentam como Igreja Celta genuina, contando mentiras sobre sua antiguidade, lendas fabulosas que colocam José de Arimatéia como fundador de suas igrejas, fato sem base historiográfica nenhuma, tudo para garantir uma brilhante origem, mas que não passa de estelionato religioso! Outras, misturam  com sociedades secretas, grupos templários que ainda sonham em resgatarem o Santo Graal, o que não deixa de ser infantil ou ridículo, quando não usam elementos do paganismo em rituais secretos! A ICOC deixa claro tudo isto e de froma direta, sem arrodeios, para mostrar a nossa trasparência institucional e não levar ou induzir ninguém ao erro. Como no passado, encontramos diversas “igrejas celtas”, atualmente, observamos o mesmo fenômeno característico deste cristianismo particular e suis generis, ou seja, diversas igrejas celtas, mas poucas com legitmidade.

No início do século XVI, uma grande revolução religiosa irá ocorrer com a Reforma Protestante na Grã-Bretanha, incluindo, é claro a Irlanda. O Rei Henrique VIII fundará uma nova Igreja Cristã com soberania ligada diretamente ao Estado, porém desligada, definitivamente do papado romano: nasce a Igreja Anglicana, nasce enquanto instituição, pois como afrimamos, a igreja na Inglaterra remonta ao I século. Até aí tudo bem, porém, será um momento de grandes perseguições a tudo que fosse da Igreja Romana. Suas terras serão confiscadas, mosteiros e conventos fechados, padres e religiosos perseguidos e muitos mortos pela "onda" de combate ao romanismo. Na Irlanda não poderia ser diferente, e vale dizer, que ainda hoje respinga estes conflitos, mas já superado bastante na sua grande maioria!

Do século XVI até o século XX, aquela "Igreja Celta", independente de Roma e com identidade litúrgica e espiritualidade própria, praticamente, foi destruída, pela grande confusão e guerras religiosas que a Irlanda e a Europa estavam passando. O que "sobrou" da chamada cristandade celta foram pequenos "focos" de resistência, quase doméstico e local! A Irlanda passaria por duas fortes correntes religiosas, a protestante e a católica romana, um país agora dividido, o que resultaria na divisão territorial da ilha, como hoje nós temos dois países, um totalmente soberano como República (1921) e o outro integrado à Comunidade Britânica e a Coroa inglesa (Irlanda do Norte)! Esta divisão foi fruto dos conflitos religiosos entre católicos e protestantes e questões políticas locais!

Também no século XX, muitos católicos na Irlanda e no Reino Unido, passaram a questionar uma série de características antagônicas do catolicismo romano, como a infalibilidade do Papa, o casamento em segunda união, o celibato clerical, etc. Vale lembrar, que este movimento passou a ser aos poucos mundial e aqui no Brasil, o exemplo de destaques foram com Dom Carlos Duarte, ex Bispo romano, fundador da Igreja Católica Apostólica Brasileira – ICAB, e Dom Salomão Ferraz, fundador da Igreja Católica Livre, posteriormente, Igreja Católica Apostólica Independente.

Listamos também as características principais da nossa espiritualidade:

  1. O Antigo e o Novo Testamento como as nossas escrituras, dando ênfase ao Novo Testamento.
  2. O Credo Niceno como a declaração suficiente da fé cristã.
  3. Os sete primeiros concílios da Igreja indivisa como o padrão de doutrina.
  4. Os sete sacramentos do Batismo, Eucaristia, Confirmação, Casamento, Unção dos Enfermos, reconciliação e Ordenação.
  5. O ministério histórico tríplice de bispos, presbíteros e diáconos na sucessão apostólica.
  6. Os Dez Mandamentos e do resumo da lei como o padrão da moralidade cristã.

PERGUNTAS E RESPOSTAS


01 - O que é preciso para ser padre da Igreja Católica Ortodoxa Celta no Brasil?

Precisa ter o curso de formação sacerdotal no Seminário São Patrício, curso feito na modalidade EAD (EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA), sem custo algum para o vocacionado, com duração de no mínimo 02 anos. Queremos com isto, deixar claro, que não ordenamos ninguém "a facão". A messe do Senhor exige responsabilidade e o mínimo de preparo intelectual e litúrgico.

02 - Os Padres a ICOC podem casar?

Sim, nós temos o celibato como opcional. Seguimos a tradição ortodoxa, e nossos sacerdotes podem casar e ter sua família. Destacamos que somos ortodoxos ocidentais com uma política de acolhimento particular e própria da ICOC, sem interesse na vida afetiva e orientação sexual dos irmãos.  

03 - Podemos usar o sacrário como depositário do corpo de Cristo?

Sim, mas dentro da tradição ortodoxa, ou seja, não devemos guardar por muito tempo o pão eucarístico, apenas para doentes ou em ocasiões especiais, mas não como adoração como os romanos. Na tradição ortodoxa não existe “adoração ao santíssimo”.

04 - Qual é o calendário litúrgico da ICOC ?

Seguimos o Calendário do Patriarcado de Constantinopla (Ecumênico).

05 - O batizado ortodoxo tradicional é por imersão, como será o nosso?

Fica cada sacerdote livre para escolher, ou por imersão ou a tradição latina.

06 - A ICOC celebra a segunda união ?

Sim, desde quanto comprovado o divórcio.

07 - Na tradição ortodoxa, não se celebra com outras igrejas cristãs, pois nossa eucaristia tem caraterísticas diferenciadas, e a ICOC ?

Podemos concelebrar e comungar em missas de qualquer rito. Devemos chamar a atenção que NÃO CELEBRAMOS MISSA DE CURA E LIBERTAÇÃO E NEM FAZEMOS PARTE DE MISSAS CARISMÁTICAS. ESTES RITOS NÃO ESTÃO DENTRO DA TRADIÇÃO ORTODOXA E NEM DO CARISMA DA NOSSA IGREJA. TODA MISSA OU DIVINA LITURGIA JÁ É AUTOMATICAMENTE DE “CURA E LIERTAÇÃO”.

Sobre a OHB (Ordem Hesicasta do Brasil)

Ordem de eremitas de espiritualidade dos primeiros monges do deserto (Hesicastas), praticamos a “oração do coração” com o kombosquine (cordão de oração ortodoxo), todos os padres da ICOC são da OHB. Chamamos a atenção que somos uma igreja monástica, como foram as igrejas celtas antigas e medievais.

08 - Por que a ICOC não tem Patriarca ?

Somos uma igreja ortodoxa ocidental, com uma espiritualidade celta e hesicasta, que predomina a vida monástica com peculiaridades próprias e com teologia mais liberal no acolhimento de todos que procuram o Cristo, que nunca fez acepção de pessoas. Por sermos uma igreja autocéfala, ou seja, particular, isto nos permite maior independência, não necessitando uma obediência administrativa a nenhum dos patriarcados históricos, mas respeitando a todos. Uma submissão a um Patriarcado histórico poderia resultar na nossa perda de identidade como igreja particular de uma espiritualidade “suis generis” com rito litúrgico e paramentos próprios. Optamos por ter um Arcebispo Primaz ou Metropolitano, características dos nossos irmãos de outras igrejas católicas e ortodoxas no mundo.

09 - Dom Bernardo, Arcebispo Primaz da ICOC, não é britânico nem francês como pode ter a espiritualidade celta e ser Primaz da ICOC?

Dom Bernardo da Ressureição foi Bispo de uma Igreja Celta com sede na Europa por dois anos e implantou, introduziu a espiritualidade celta cristã no Brasil, separada da tradição anglicana, mas católica ortodoxa. Por não concordar com os rumos desta instituição, especialmente na formação dos seminaristas e na multiplicidade de ritos, além deste grupo ser adepto de práticas pagãs (ocultismo), como sociedades secretas de druidas, anteriores ao cristianismo celta, o que resultou na saída dele e de vários seminaristas e padres, que o acompanharam e fundaram a ICOC. Também é bom lembrar, que ninguém é dono de espiritualidade, até porque como já foi dito acima, nunca existiu uma única Igreja Celta, mas várias, em seu próprio tempo e, atualmente, todas que usam este nome foram criações a partir século XX, o que sempre existiu foi a espiritualidade celta ou cristianismo celta. Outro ponto, é que nós que temos origem ibérica (Portugal e Espanha) também somos herdeiros das tradições célticas, porque não existia um único povo celta, mas vários povos celtas, que também se estabeleceram nesta península na Idade Antiga. Mas, o principal ponto é que Dom Bernardo foi Bispo por dois anos de uma Igreja Celta, aprendeu, estudou, incorporou e se converteu a esta espiritualidade, porém com ênfase na ortodoxia, ponto genuíno do cristianismo celta, o habilitando a ser Primaz da ICOC. Além disto, Dom Bernardo tem dupla sucessão apostólica, a latina e a ortodoxa. Neste site damos ênfase na sucessão ortodoxa, como pode ser comprovada no item “Documentos”.

10 - O que é a Ortodoxia Ocidental?

A ortodoxia oriental, que possui diversas igrejas e patriarcados, chegou de forma progressiva no Ocidente no final do século XIX e, particularmente, no século XX, motivada por uma série de conflitos políticos e guerras locais ou mundiais. Podemos exemplificar a saída de muitos ortodoxos da Rússia, Ucrânia, Polônia, Leste Europeu, além do Oriente Médio, instalando-se na Europa Ocidental e nas Américas. Muitos destes grupos foram legitimados pelos Patriarcados históricos e canônicos, e até hoje estão ligados a estes patriarcados, porém outros grupos, com sucessão apostólica válida, preferiram trilhar caminhos independentes, motivados por divergências administrativas com suas sedes no Oriente, tornando-se igrejas autocéfalas, com Bispos ou Metropolitanos locais e autônomos de Patriarcado. Outros, ainda, fundaram suas igrejas locais e particulares, também sem ligação a Patriarca algum.
Nesta caminhada de independência e autonomia, características locais e culturais foram sendo incorporadas à ortodoxia, porém sem deixar de obedecer à estrutura básica da fé ortodoxa, como:

  • Adoção do catecismo ortodoxo;
  • Obediência canônica aos 07 primeiros Concílios
  • Credo Niceno-Constantinopolitano no original, não admitindo o “filioque”;
  • Não obediência ao Papado, considerando-o apenas como mais um patriarca;
  • Celibato clerical como opcional para o clero;
  • A concepção de que a consagração do pão e do vinho, durante a missa, no Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, efetua-se pelo Prefácio, Palavra do Senhor e Epíclese, e não pelas expressões proferidas por Cristo na última Ceia;
  • Negação da existência do limbo e do purgatório;
  • Permissão apenas de ícones nos templos;
  • Não existência das devoções ao “Sagrado Coração de Jesus”, Corpus Christi, Via Crucis, Rosário, Cristo-Rei, Imaculado Coração de Maria, “Divino Pai Eterno” e outras comemorações análogas;
  • A comunhão dos fiéis é efetuada em duas espécies, isto é, no pão e vinho.


Existe ainda uma série de outros detalhes litúrgicos, ritualísticos, paramentos que vão definir a ortodoxia praticada no ocidente em sintonia com a praticada nas igrejas orientais. Muitos ortodoxos orientais não admitem que se mexa em absolutamente nada da ortodoxia, mesmo que seja praticada no Ocidente, o que nos faz refletir: historicamente a ortodoxia NUNCA foi a mesma, idêntica, cópia fidedigna em nenhum lugar do mundo, pois a ortodoxia praticada no Egito, Etiópia, Índia, Polônia, Rússia, Grécia, e tantos outros lugares, sempre possuiu particularidades litúrgicas, ritualísticas, santos devocionais, paramentos, etc. Então, por que esta implicância em não admitir que no Ocidente a ortodoxia tenha tons e características particulares? Por que só vale esta flexibilidade para as igrejas históricas? O que é mais importante respeitar a essência da ortodoxia ou se apegar a paramentos e elementos externos?

Nós da ICOC, nos definimos como uma Igreja Ortodoxa ocidental, como tantas outras, que já existem no Ocidente, mantendo a essência da ortodoxia, como exposto acima, e com a influência da espiritualidade do cristianismo celta e da vida hesicasta. Na ICOC adotamos um rito próprio (ortodoxo celta) mais apropriado para a vida eremítica, pois a nossa igreja é essencialmente monástica, característica do cristianismo celta. Um rito mais simplificado no sentido de poder ser celebrado apenas por um padre (monge hesicasta) em seu oratório ou capela, mas impregnado da mística ortodoxa e da espiritualidade celta cristã.
Na nossa igreja, não temos catedrais, dioceses, paroquias e são raras as comunidades abertas, não só no Brasil, mas também nas nossas igrejas irmãs, que também seguem este estilo, típico do cristianismo celta antigo e medieval.
Daí muitas vezes o espanto das pessoas que se aproximam da ICOC, pois acham que o modelo romano, anglicano e ortodoxo clássico de igreja é o único aceitável. Estes irmãos, infelizmente, são desprovidos do conhecimento da riqueza dos carismas do cristianismo, que nunca ficou “engessado” em um só caminho e fórmula de vivenciar o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.

A ICOC tem o objetivo de proporcionar o sacerdócio a tantas vocações perdidas, que foram rejeitadas nas comunidades religiosas tradicionais, a casados e pessoas que querem viver a quietude e o silencio da vida monástica como um hesicasta ou com suas famílias. 

11 - O que é o cristianismo celta ortodoxo?

Depois da cristianização dos povos celtas, especialmente, na parte insular da Bretanha, e mais particularmente ainda na Irlanda, o catolicismo tomou conotações muito próprias neste vasto espaço geográfico, sem deixar de respeitar a essência da ortodoxia, até porque formavam uma unidade, apesar das distâncias, cultura e historicidade díspares em vários momentos.

Como já apontamos no texto acima, sempre existiram várias igrejas celtas, com grande autonomia institucional. Tanto é verdade, que nenhuma igreja celta atual apresentará sua sucessão de patriarcas ou Bispos Primazes que venham da Antiguidade até os dias de hoje, simplesmente porque não existe! Todas podem ter sucessões apostólicas válidas e lícitas como a ICOC, mas não existe linhagem de sucessão apostólica celta. O termo “ortodoxa” é utilizada por nossa igreja, porque compartilhamos a mesma fé que as igrejas ortodoxas no que se refere às questões essenciais da ortodoxia, embora tenhamos uma organização, disciplina e costumes diferentes, como já foi exposto na questão anterior. O que chamamos de “ortodoxia celta”, é nada mais do que a incorporação dos elementos essenciais da ortodoxia tradicional ou oriental aos elementos da espiritualidade celta cristã dos primeiros tempos deste cristianismo (séculos I-VIII), que já adotavam a ortodoxia, lembrando que a cristandade não havia ainda se separado, só posteriormente com o Grande Cisma (1054). 

No nosso site, todo buscador vai encontrar várias passagens que definem a espiritualidade celta, especialmente no item “cultura celta”, que convidamos a uma observação mais detalhada para evitar as fantasias e romantismo, que algumas igrejas que usam o nome “celta” praticam. Seria bom também alertar, novamente, que existem igrejas que adotam a espiritualidade celta, e possuem legitimidade também, como o anglicanismo, que foi profundamente influenciado pelas tradições deste cristianismo tão peculiar.

Então, não encontramos apenas igrejas católicas e ortodoxas que bebem desta riqueza história e milenar, mas também outras igrejas com seus respectivos carismas do cristianismo, todos vivendo, adotando e adaptando estas tradições que não pertencem a ninguém, mas a quem se identificar na legitimidade de usá-la e adotá-la, como fez a ICOC, pois seu Arcebispo Primaz, Dom Bernardo, tem toda legitimidade de sucessão apostólica válida e a experiência e estudo desta espiritualidade. Devemos considerar também - como é óbvio - que para ser anglicano você não precisa ter nascido na Inglaterra, para ser romano, não é necessário haver nascido em Roma. Então para ser ortodoxo celta, o que você precisa? Precisa estar disposto a adotar à ortodoxia com seus elementos essenciais do mais autêntico e reto cristianismo, e, em seguida, à espiritualidade do cristianismo celta, com suas características já expostas. Para isto é necessário estudo e dedicação às nossas características de uma igreja rica em tradição e mística na espiritualidade ortodoxa hesicasta.

12 - Por que as Igrejas Ortodoxas se separaram da Igreja Católica Romana?

Em primeiro lugar devemos realçar que a Igreja Ortodoxa nunca se separou de nenhuma outra Igreja. Ela permanece em linha reta desde Nosso Senhor Jesus Cristo e seus Apóstolos. Jamais se afastou, através dos séculos, da autêntica e verdadeira doutrina ensinada pelo Divino Mestre. Dela separaram-se outras Igrejas, mas ela não se afastou nunca de ninguém ou da linha reta traçada por Jesus Cristo. A Igreja Ortodoxa é una, ontem, hoje e amanhã - é sempre a mesma. Cristo assinalou-lhe o caminho a seguir, e ela observou-o e cumpriu-o sem se afastar nunca do mandato de Cristo.
Triste e doloroso acontecimento na Igreja de Cristo foi a separação das Igrejas Ortodoxas e Romana, que por mil anos permaneceram unidas. São múltiplas e complexas as causas; psicológicas, políticas, culturais, disciplinares, litúrgicas e, até dogmáticas. Todavia, é bem certo e historicamente demonstrado que a separação definitiva não se processou com o Patriarca Fócio, no século IX, nem com o Patriarca Miguel Celurário, no século XI (1054). Apesar das divergências havidas entre ambas as Igrejas, principalmente a questão do Filioque e dos Búlgaros, a unidade foi mantida. Os Patriarcas Orientais e Ocidental permaneceram em comunhão, pelo menos parcial e, mesmo em Constantinopla, as Igrejas e mosteiros latinos continuaram a existir.

A divisão foi efetuada durante vários séculos. A origem desse fato histórico teve como verdadeira causa a pretensão de Carlos Magno (século VIII - ano 792) de contrair casamento com a Princesa Irene de Bizâncio e não conseguir seu objetivo. Ressentindo-se com a recusa, atacou os orientais, atribuindo-lhes erros que não tinham, nos livros chamados Carolinos, apoiado pelos teólogos da corte de Aix-la-Chapelle. Essa atitude prejudicou profundamente a vida entre ambas as Igrejas, não obstante haver o próprio Papa desaprovado a ocorrência.

A ruptura definitiva e verdadeira produziu-se na época das Cruzadas, que foram totalmente nefastas para as relações entre as duas partes da Cristandade. Os bispos orientais foram substituídos por latinos. O golpe de graça nos vestígios de unidade que ainda existiam foi dado, principalmente, pela famosa Quarta Cruzada, em 1198. A armada veneziana, que transportava os Cruzados para a Terra Santa, desviou-se até Constantinopla, e cercou a "Cidade Guardada por Deus." Relíquias, museus, obras de arte, e tesouros bizantinos, saqueados pelos Cruzados para a Terra Santa, enriqueceram, inteiramente, todo o Ocidente. Até um patriarca veneziano, Tomás Marosini, se apossou do assento de Fócio, de acordo com o Papa Inocêncio III.

A mentalidade do século XX, mesmo no Ocidente, não pode deixar de recordar-se com profunda revolta e indignação, dos atos dos cruzados contra os fiéis da Ortodoxia neste infeliz Oriente, mormente em Constantinopla, no ano de 1204, quando lançaram o Imperador Alexe V do cume do Monte Touros, matando-o. Destituíram o Patriarca legalmente escolhido, João e, no seu lugar, colocaram um cidadão de nome Tomás Marosini. Em Antioquia, no ano de 1098, despojaram o Patriarca legítimo, João e, no seu lugar, colocaram um de nome Bernard. Em Jerusalém, compeliram o Patriarca legal, Simão, a afastar-se da Sé e substituíram-no por um chamado Dimper.

Os abusos dos cruzados devem ser considerados, no mínimo, atos de inimizade, além de violação do direito. Vieram ao Oriente, alegando a "salvação dos lugares santos das mãos dos muçulmanos árabes," mas o objetivo era bem outro. Quando passaram por Constantinopla e a ocuparam na terça-feira, 13 de abril de 1204, depois de um cerco mortífero que durou sete meses, ficaram deslumbrados com sua civilização e riquezas, atacaram os seus habitantes, assaltaram os seus museus e lojas, roubaram os seus palácios e igrejas, destruíram a nobre cidade do Bósforo e incendiaram-na, depois de praticarem atos de rapina e pilhagem, não deixando nenhum objeto de valor ou utensílio de utilidade doméstica.

Os cruzados permaneceram em Constantinopla de 1204 a 1261, quando foram obrigados a evacuá-la, no dia 15 de agosto, festa da Assunção de Nossa Senhora, pelo General Alexe Estratigopolos, sob o governo do Imperador Miguel Paleólogos, que reconquistou a Capital. Depois, os cruzados foram definitivamente aniquilados na Palestina em 1291.
O cisma estava consumado e, apesar dos desejos e dos esforços conjugados nesse sentido, não houve nenhuma possibilidade de sanar a ruptura até os dia de hoje. A esperança de união não conseguiu converter-se em feliz realidade, como todos apelavam. Essa ânsia motivou três concílios: de Bai, Apúlia, em 1098; de Leão, em 1274; e de Florença, entre 1438 e 1439. Infelizmente, porém, não se conseguiu, em nenhum deles, a ansiada união de todos os cristãos numa única Igreja, debaixo de uma só autoridade: Cristo. Somente Deus e as orações farão possível a união de ambas as Igrejas. 

Todos os esforços que se realizam atualmente em todo o mundo serão em vão e condenados ao fracasso se não se apoiarem na oração e no sacrifício. É necessário, inicialmente, que se eliminem e desapareçam totalmente os ataques, as pregações condenatórias e o tratamento de hereges e cismáticos prodigalizados, abundantemente, pela Igreja de Roma contra a Igreja Ortodoxa. (Após o último Concílio Ecumênico de Roma, cessaram os ataques contra a Igreja Ortodoxa e aos demais cristãos). É absolutamente imprescindível reconhecer que a Igreja Ortodoxa não é uma ovelha desgarrada que vive no erro e nas trevas. Pedimos a Deus para que as palavras de Cristo, "um só rebanho guiado por um só pastor," sejam um dia, uma feliz realidade.

As diferenças Doutrinais entre a Igreja Ortodoxa e a Romana

A diferença fundamental é a questão da infalibilidade papal e a pretensa supremacia universal da jurisdição de Roma, que a Igreja Ortodoxa não admite, pois ferem frontalmente a Sagrada Escritura e a Santa Tradição.

Existem, ainda, outras distinções, abaixo relacionadas em dois grupos básicos:

a) diferenças gerais; e
b) diferenças especiais.

Para termos uma ideia dessas diferenças, vejamos o seguinte esquema, de cuja leitura se infere uma possibilidade de superação, quando pairar acima das paixões o espírito de fraternidade que anima o trabalho dos verdadeiros cristãos.

Diferenças Gerais:

São dogmáticas, litúrgicas e disciplinares.

  • A Igreja Ortodoxa só admite sete Concílios, enquanto a Romana adota vinte.
  • A Igreja Ortodoxa discorda da procedência do Espírito Santo do Pai e do Filho; unicamente do Pai é que admite.
  • A Sagrada Escritura e a Santa Tradição representam o mesmo valor como fonte de Revelação, segundo a Igreja Ortodoxa. A Romana, no entanto, considera a Tradição mais importante que a Sagrada Escritura.
  • A consagração do pão e do vinho, durante a missa, no Corpo e no Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, efetua-se pelo Prefácio, Palavra do Senhor e Epíclese, e não pelas expressões proferidas por Cristo na Última Ceia, como ensina a Igreja Romana.
  • Em nenhuma circunstância, a Igreja Ortodoxa admite a infalibilidade do Bispo de Roma. Considera a infalibilidade uma prerrogativa de toda a Igreja e não de uma só pessoa.
  • A Igreja Ortodoxa entende que as decisões de um Concílio Ecumênico são superiores às decisões do Papa de Roma ou de quaisquer hierarcas eclesiásticos.
  • A Igreja Ortodoxa não concorda com a supremacia universal do direito do Bispo de Roma sobre toda a Igreja Cristã, pois considera todos os bispos iguais. Somente reconhece uma primazia de honra ou uma supremacia de facto (primus inter pares).
  • A Igreja Ortodoxa rejeita a agregação do "Filioque," aprovado pela Igreja de Roma, no Símbolo Niceno-Constantinopolitano.
  • A Igreja Ortodoxa nega a existência do limbo e do purgatório.
  • A Igreja Ortodoxa não admite a existência de um Juízo Particular para apreciar o destino das almas, logo após a morte, mas um só Juízo Universal.
  • O Sacramento da Santa Unção pode ser ministrado várias vezes aos fiéis em caso de enfermidade corporal ou espiritual, e não somente nos momentos de agonia ou perigo de morte, como é praticado na Igreja Romana.
  • Na Igreja Ortodoxa, o ministro habitual do Sacramento do Crisma é o Padre; na Igreja Romana, o Bispo, e só extraordinariamente, o Padre.
  • A Igreja Ortodoxa não admite a existência de indulgências.
  • No Sacramento do Matrimônio, o Ministro é o Padre e não os contraentes.
  • São distintas as concepções teológicas sobre religião, Igreja, Encarnação, Graça, imagens, escatologia, Sacramentos, culto dos Santos, infalibilidade, Estado religioso...

Diferenças especiais:

Além disso, subsistem algumas diferenças disciplinares ou litúrgicas que não transferem dogma à doutrina. São, nomeadamente, as seguintes:


  1. Nos templos da Igreja Ortodoxa só se permitem ícones.
  2. Os sacerdotes ortodoxos podem optar livremente entre o celibato e o casamento.
  3. No Sacrifício Eucarístico, na Igreja Ortodoxa, usa-se pão com levedura; na Romana, sem levedura.
  4. A comunhão dos fiéis é efetuada com pão e vinho; na Romana, somente com pão.
  5. Na Igreja Ortodoxa, não existem as devoções ao Sagrado Coração de Jesus, Corpus Christi, Via Crucis, Rosário, Cristo-Rei, Imaculado Coração de Maria e outras comemorações análogas.
  6. O processo da canonização de um santo é diferente na Igreja Ortodoxa; nele, a maior parte do povo participa no reconhecimento do seu estado de santidade.
  7. Existem, somente, três ordens menores na Igreja Ortodoxa: leitor, acólito e sub-diácono; na Romana, quatro: ostiário, leitor, exorcista e acólito.
  8. O Santo Mirão e a Comunhão na Igreja Ortodoxa efetuam-se imediatamente após o Batismo.
  9. Na fórmula da absolvição dos pecados no Sacramento da Confissão, o sacerdote ortodoxo absolve não em seu próprio nome, mas em nome de Deus - "Deus te absolve de teus pecados"; na Romana, o sacerdote absolve em seu próprio nome, como representante de Deus - "Ego absolvo a peccatis tuis...."
  10. A Ortodoxia não admite o poder temporal da Igreja; na Romana, é um dogma de fé tal doutrina.

A ICOC, esclarece com todo cuidado seu carisma, sua ortodoxia, e especialmente, sua transparência como instituição e igreja católica ortodoxa celta com a espiritualidade hesicasta. Este é nosso caminho da honestidade institucional, sem mentir ou camuflar o que não existe. Que Deus abençoe a todos os buscadores do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.

The Origin and History of Celtic Christianity


The historical origin of Celtic Christianity dates back to the first century of the Christian age. We have archaeological information of Christians in the British Isles at the end of the 1st century AD. In the First Council of Nicaea (325) we have recorded the presence of Bishops of England. Proving that there already existed a Church organized in the islands and the antiquity of Christianity spread in several autonomous communities and with characteristic of living the Catholic and Christian faith. However, the great evangelizer of the Celtic communities, especially in Ireland, was St. Patrick (5th century). This English bishop was the great responsible for the conversion of the island's native population, and surprisingly and intelligently allowed many elements of the culture, mythology and folklore of this population to be kept, facilitating the entrance of Christian spirituality, highlighting the Celtic Cross, symbol of the paganism of the island of ancient local cults, long before Christianity itself, which with St. Patrick will be adopted and absorbed as a Christian cross. In this sense, Celtic Christianity can be distinguished by certain unique traditions (especially in matters of liturgy and ritual) that were different from those of the great Roman world, including the liturgical calendar, factions, and especially developed around the autonomous monasteries and isolated from the power of the Roman Church.

Geographical distance from the European continent, and especially from Rome, it would have made Celtic Christianity to construct a liturgical identity and freedom in many points of catholicity, without being monitored and repressed by a central power, according to the distance mentioned above, and by the various historical problems that Europe passed in the transition from the old world to the medieval world, political and military conflicts, and many others. In this way, the Roman Church "forgot", for a long time, Catholics in Ireland and neighboring islands, sending sporadic missions, which faced a series of obstacles to reach these islands. Roads and dangerous paths, constant regional wars, robbers, which took a long time to organize inspection missions of the Roman Catholic faith in these British Isles. What was very good for the growth, maturation and consolidation of Catholicism, spirituality and Celtic orthodoxy.

Just to reaffirm and have no doubts: Celtic Christianity was independent and autonomous, in function of what was described above! Then there was NEVER a Celtic Catholic Church attached to the Roman Church, at least until the seventh century, when a number of treatises were signed between British sovereigns and the Roman papacy, especially on the question of the unification of the liturgical calendar and of Latin dogmatic elements. ALL current churches using the name CELTA are rescuing the spirituality, traditions of this ancient and medieval Christianity, adapting to modern times.

Any church claiming to be the "owner" and heiress of the "ancient Celtic Church," this is not true, and has no historiographic basis. Those who have valid apostolic succession, and their Primate Bishop coming from a Celtic tradition, such as ours, and other particular churches, have the inheritance right of Celtic spirituality and its orthodoxy. So it is not enough to "take" this spirituality and found a church! Today, several of these "Celtic churches" revive this Christianity within various charisms, such as the liberal Catholic, orthodoxy, Protestantism and even paganism. However, it is in orthodoxy that one finds fidelity to Celtic Christianity, for it was thus that the ancient Celtic churches were constituted, even because the Protestant movement did not yet exist, much less liberal Catholicism. And it is necessary to be careful, since many present themselves as genuine Celtic Church, telling lies about its antiquity, fabulous legends that put Joseph of Arimathea like founder of its churches, fact without any historiographic basis, everything to guarantee a brilliant origin, but that does not passes of religious stelionate! Others mix with secret societies, Templar groups still dreaming of rescuing the Holy Grail, which is still childish, even more when they use elements of paganism in secret rituals! Our church makes this very clear and transparent, without any fuss, to show our institutional transparency and not lead or induce anyone to error. As in the past, we have encountered several "Celtic churches", today we observe the same characteristic phenomenon of this particular Christianity and suis generis, that is to say, several Celtic churches, but few with legitmity.

In the early sixteenth century, a major religious revolution occurred with the Protestant Reformation in Britain, including of course Ireland. King Henry VIII will establish a new Christian Church with sovereignty attached directly to the state, but definitively disconnected from the Roman papacy: the Anglican Church is born, it is born as an institution, for as we have affirmed, the church in England dates back to the first century. So far so good, however, will be a time of great persecution of everything from the Roman Church. Their lands will be confiscated, monasteries and convents closed, priests and religious persecuted and many killed by the "wave" to combat Romanism. In Ireland it could not be different, and that is to say, it is still alive today, but already surpassed in the majority!

From the sixteenth century until the twentieth century, that "Celtic Church", independent from Rome and with its liturgical identity and its own spirituality, was practically destroyed by the great confusion and religious wars that Ireland and Europe were going through. What was "left" of the so-called Celtic Christianity were small "focus" of resistance, almost domestic and local! Ireland would pass through two strong religious currents, Protestant and Roman Catholic, a country now divided, which would result in the territorial division of the island, as we now have two countries, one totally sovereign like Republic (1921) and the other integrated to the Commonwealth and the English Crown (Northern Ireland)! This division was the fruit of religious conflicts between Catholics and Protestants and local political issues!

Also in the twentieth century, many Catholics in Ireland and the UK began to question a number of antagonistic features of Roman Catholicism, such as the Pope's infallibility, second marriage, clerical celibacy, and so on. It is worth remembering that this movement has gradually become global and here in Brazil, the highlights were Dom Carlos Duarte, a former Roman bishop, founder of the Brazilian Catholic Apostolic Church (ICAB) and Dom Solomon Ferraz, founder of the Free Catholic Church , later, Independent Catholic Apostolic Church.

We also list the main characteristics of our spirituality:


  1. The Old and New Testament as our scriptures, emphasizing the New Testament.
  2. The Nicene Creed as the sufficient statement of the Christian faith.
  3. The first seven councils of the undivided Church as the standard of doctrine.
  4. The seven sacraments of Baptism, Eucharist, Confirmation, Marriage, Anointing of the Sick, Reconciliation and Ordination.
  5. The triple historical ministry of bishops, priests and deacons in the apostolic succession.
  6. The Ten Commandments and the summary of the law as the standard of Christian morality.


QUESTIONS AND ANSWERS


01 - What does it take to be a priest of the Celtic Orthodox Catholic Church in Brazil (ICOC)?

Must have a course of priestly formation in the Seminary of Saint Patrick, a course made in the EAD (DISTANCE EDUCATION) modality, with no cost to the vocation, lasting at least 02 years. We want to make it clear, that we do not order anyone "in a rush". The Lord's harvest requires responsibility and minimal intellectual and liturgical preparation.


02 - Can the ICOC Fathers marry?

Yes, we have celibacy as an option. We follow the orthodox tradition, and our priests can marry and have their family. We emphasize that we are Western Orthodox with a particular welcoming policy of the ICOC, without interest in the affective life and sexual orientation of the brothers.


03 - Can we use the tabernacle as the keeper of the body of Christ?

Yes, but within the Orthodox tradition, that is, we should not keep the Eucharistic Bread for long, only for the sick people or on special occasions, but not for worship as the Romans do. In the Orthodox tradition there is no "worship of the Holy Body of Christ."


04 - What is ICOC's liturgical calendar?

We follow the Calendar of the Patriarchate of Constantinople (Ecumenical).


05 - The traditional orthodox baptism is by immersion, how will be ours?

Each priest is free to choose, either by immersion or the Latin tradition.


06 - Does the ICOC celebrate the second union?

Yes, since the divorce was proven.


07 - In the Orthodox tradition, it's not allowed to celebrate with other Christian churches, because our Eucharist has different characteristics, and the ICOC?

We can concelebrate and commune in masses of any kind. We should draw attention to the fact that we DO NOT CELEBRATE MASS OF CURE AND RELEASE AND WE ARE NOT PART OF CHARISMATIC MASS (FROM THE CHARISMATIC RENEWAL MOVEMENT). THESE RITES ARE NOT WITHIN THE ORTHODOX TRADITION AND NOR THE CHARISM OF OUR CHURCH. EVERY MASS OR DIVINE LITURGY IS ALREADY AUTOMATICALLY OF "HEALING AND LITERATURE".


About the Hesychast Order of Brazil (OHB)

Order of hermits living the spirituality of the early desert monks (Heychasts), we practice the "Prayer of the Heart" with the Kombosquine (orthodox prayer cord), all ICOC priests are from HBO. We note that we are a monastic church, as were the ancient and medieval Celtic churches.



08 - Why does the ICOC have no Patriarch?

We are a Western Orthodox church with a Celtic and Hesychast spirituality, in which predominates the monastic life with its own peculiarities and more liberal theology in welcoming all who seek the Christ, who has never made a sense of people. Because we are an autocephalous church, that is, private, this allows us greater independence, not requiring an administrative obedience to any of the historical patriarchates, but respecting all. A submission to a historical Patriarchate could result in our loss of identity as a particular church of a "suis generis" spirituality with liturgical rite and proper vestments. We chose to have a Primate or Metropolitan Archbishop, characteristics of our brothers from other Catholic and Orthodox churches in the world.


09 - Archbishop Bernardo, Archbishop Primate of the ICOC, is not British or French, how can he have the Celtic spirituality and be Primate of ICOC?

Bishop Bernardo da Ressureição was Bishop of a Celtic Church based in Europe for two years and introduced Christian Celtic spirituality in Brazil, separate from the Anglican tradition, but Catholic orthodox. Not to agree with the direction of this institution, especially in the formation of seminarians and in the multiplicity of rites, besides this group to be adept of pagan practices (occultism), like secret societies of druidas, previous to Celtic Christianity, which resulted in the exit of him and of several seminarians and priests, who accompanied him and founded ICOC. It is also worth remembering that no one owns spirituality, because, as mentioned above, there has never been a single Celtic Church, but several in its own time, and today all that use this name were creations from the twentieth century, what has always existed was Celtic spirituality or Celtic Christianity. Another point is that we who have Iberian origin (Portugal and Spain) are also heirs to the Celtic traditions, because there was not a single Celtic people, but several Celtic peoples, who also settled in this peninsula in the Old Age. But the main point is that Dom Bernardo was Bishop for two years of a Celtic Church, learned, studied, incorporated and converted to this spirituality, but with an emphasis on orthodoxy, a genuine point of Celtic Christianity, enabling him to be Primate of ICOC. In addition, Dom Bernardo has a double apostolic succession, Latin and Orthodox. In this site we emphasize the orthodox succession, as can be proven in the item "Documents".


10 - What is Western Orthodoxy?

Eastern Orthodoxy, which has many churches and patriarchates, progressively arrived in the West in the late nineteenth century, and particularly in the twentieth century, driven by a series of political conflicts and local or world wars. We can exemplify the departure of many Orthodox from Russia, Ukraine, Poland, Eastern Europe, beyond the Middle East, settling in Western Europe and the Americas. Many of these groups were legitimized by the historic and canonical Patriarchates, and to this day they are linked to these patriarchates, but other groups, with a valid apostolic succession, have chosen independent paths motivated by administrative disagreements with their headquarters in the East, becoming autocephalous churches, with local or autonomous Bishops or Metropolitans of the Patriarchate. Others, however, founded their local and private churches, also without connection to any Patriarch.
In this journey of independence and autonomy, local and cultural characteristics were incorporated into orthodoxy, but obeying the basic structure of the Orthodox faith, such as:

  • Adoption of the orthodox catechism;
  • Canonical obedience to the first 07 Councils;
  • Nicene-Constantinopolitan Creed in the original, not admitting the "filioque";
  • Non-obedience to the Papacy, considering the Pope only as one more patriarch;
  • Clerical celibacy as an option for the clergy;
  • The conception that the consecration of bread and wine during Mass in the Body and Blood of Our Lord Jesus Christ is effected by the Preface, Word of the Lord and Epicurean, and not by the expressions uttered by Christ at the Last Supper;
  • Denial of the existence of limbo and purgatory;
  • Permission only of icons in temples;
  • Non-existence of devotions to the "Sacred Heart of Jesus", Corpus Christi, Via Crucis, Rosary, Christ the King, Immaculate Heart of Mary, "Divine Eternal Father" and other similar celebrations;
  • The communion of the faithful is effected in two kinds, that is, in bread and wine.

There are also a number of other liturgical, ritualistic details that will define orthodoxy practiced in the West in tune with that practiced in the Eastern churches. Many Eastern Orthodox do not admit that it moves on absolutely nothing of orthodoxy, even if it is practiced in the West, which makes us reflect: historically the orthodoxy was NEVER the same, identical, reliable copy anywhere in the world, since the orthodoxy practiced in the Egypt, Ethiopia, India, Poland, Russia, Greece, and many other places, has always had liturgical, ritualistic, devotional saints, vestments, etc. So why this implication in not admitting that in the West orthodoxy has particular tones and characteristics? Why is this flexibility only worth for the historic churches? What is more important to respect the essence of orthodoxy or to cling to external elements and factions?

We from ICOC define ourselves as a Western Orthodox Church, like so many others, that already exist in the West, maintaining the essence of orthodoxy, as explained above, and with the influence of the spirituality of Celtic Christianity and Hesychastic life. At ICOC we adopted a proper ritual (Celtic orthodox) more appropriate for the eremitic life, because our church is essentially monastic, a characteristic of Celtic Christianity. A more simplified rite in the sense that it can be celebrated only by a priest (hesychast monk) in his oratory or chapel, but impregnated with orthodox mysticism and Christian Celtic spirituality.

In our church, we do not have cathedrals, dioceses, parishes, and there are few open communities, not only in Brazil, but also in our sister churches, which also follow this style, typical of ancient and medieval Celtic Christianity.
Hence often the astonishment of the people who approach the ICOC, because they think that the classic Roman, Anglican and Orthodox church model is the only acceptable. These brothers, unfortunately, are deprived of the knowledge of the richness of the charisms of Christianity, which has never been attached in a single way and formula of experiencing the Gospel of our Lord Jesus Christ.

The ICOC aims to provide the priesthood to so many lost vocations that have been rejected in traditional religious communities, married couples and people who want to live the stillness and silence of the monastic life as a hesycast or with their families.


11 - What is orthodox Celtic Christianity?

After the Christianization of the Celtic peoples, especially in the insular part of Brittany, and even more particularly in Ireland, Catholicism took on very specific connotations in this vast geographical space, while respecting the essence of orthodoxy, even though they formed a unity, despite the distance, culture and historicity at various times.

As already pointed out in the text above, there have always been several Celtic churches, with great institutional autonomy. So true, no present Celtic church will present its succession of Patriarchs or Primitive Bishops who come from Antiquity to the present day simply because it does not exist! All can have valid and lawful apostolic successions like the ICOC, but there is no lineage of Celtic apostolic succession

The term "orthodox" is used by our church because we share the same faith as the orthodox churches in regard to the essential issues of orthodoxy, although we have different organization, discipline, and customs, as discussed in the previous question. What we call "Celtic Orthodoxy" is nothing more than the incorporation of the essential elements of traditional or Eastern orthodoxy into the elements of the Christian Celtic spirituality of early Christianity (I-VIII centuries), which were already adopting orthodoxy, remembering that Christianity had not yet separated, only later with the Great Schism (1054).

In our website, every search engine will find several passages that define Celtic spirituality, especially in the item "Celtic culture", which we invite to a more detailed observation to avoid the fantasies and romanticism that some churches that use the name "Celtic" practice. It would also be good to warn once again that there are churches that embrace Celtic spirituality, and also have legitimacy, such as Anglicanism, which was deeply influenced by the traditions of this very peculiar Christianity.

So we do not find only Catholic and Orthodox churches that drink from this rich history and millenarian, but also other churches with their respective charisms of Christianity, all living, adopting and adapting these traditions that belong to no one, but who to identify in the legitimacy of using and adopting it, as ICOC did, for his Archbishop Primate, Dom Bernardo, has all the legitimacy of valid apostolic succession and experience and study of this spirituality. We must also consider - of course - that to be Anglican it is not necessary to have been born in England, to be Roman, it is not necessary to have been born in Rome. So to be Celtic Orthodox, what do you need? I must be willing to adopt orthodoxy with its essential elements of the most authentic and upright Christianity, and in the spirituality of Celtic Christianity with its characteristics already exposed. For this we need study and dedication to our characteristics of a rich church in tradition and mysticism in orthodox hesychast spirituality.


12 - Why did the Orthodox Churches separate from the Roman Catholic Church?

In the first place we must emphasize that the Orthodox Church has never separated from any other Church. It stands straight from Our Lord Jesus Christ and His Apostles. It has never moved, through the centuries, from the authentic and true doctrine taught by the Divine Master. From Ortodox Churche was separated other Churches, but she never moved away from anyone or the straight line drawn by Jesus Christ. The Orthodox Church is one, yesterday, today and tomorrow - it is always the same. Christ pointed out the way forward, and she observed and fulfilled it without ever departing from Christ's command.

Sad and painful event in the Church of Christ was the separation of the Orthodox and Roman Churches, which for a thousand years remained united. The causes are multiple and complex; psychological, political, cultural, disciplinary, liturgical, and even dogmatic. However, it is quite certain and historically demonstrated that the definitive separation did not take place with the Patriarch Photius in the ninth century or with the Patriarch Miguel Celurario in the eleventh century (1054). Despite the differences between the two Churches, especially the issue of the Filioque and the Bulgarians, the unit was maintained. The Eastern and Western Patriarchs remained in communion, at least in part, and even in Constantinople, the Latin churches and monasteries continued to exist.

The division was effected for several centuries. The origin of this historical fact had as its true cause the pretension of Charles, The Great (8th century - year 792) to contract marriage with Princess Irene of Byzantium and not achieve his objective. Resenting his refusal, he attacked the Orientals, assigning them mistakes they did not have in the books called Carolines, supported by the court theologians of Aix-la-Chapelle. This attitude deeply damaged the life between both Churches, although the Pope himself disapproved of the occurrence.

The definitive and true rupture took place at the time of the Crusades, which were totally disastrous for relations between the two parts of Christianity. The Eastern bishops were replaced by Latins. The fatal blow in the vestiges of unity that still existed was mainly given by the famous Fourth Crusade in 1198. The Venetian fleet, which carried the Crusaders to the Holy Land, was diverted to Constantinople, and surrounded " The city kept by God." Relics, museums, works of art, and Byzantine treasures, plundered by the Crusaders to the Holy Land, enriched the entire West. Even a Venetian patriarch, Thomas Marosini, seized the seat of Photius, according to Pope Innocent III.

The mentality of the twentieth century, even in the West, can not fail to remember with deep revolt and indignation at the acts of the Crusaders against the faithful of Orthodoxy in this unhappy East, especially at Constantinople in the year 1204 when they launched Emperor Alexe V from the summit of Mount Bulls, killing him. They removed the legally chosen Patriarch, John, and in their place, they put a citizen named Tomas Marosini. In Antioch, in the year 1098, they stripped the legitimate Patriarch, John, and in his place, they put one of the name Bernard. In Jerusalem, they compelled the legal Patriarch, Simon, to depart from the See and replaced him with one other called Dimper.

The abuses of the crusaders must be considered, at least, acts of enmity, in addition to violation of the law. They came to the East, claiming the "salvation of the holy places from the hands of the Arab Muslims," but the goal was quite another. When they passed through Constantinople and occupied it on Tuesday, April 13, 1204, after a deadly siege that lasted seven months, they were dazzled by their civilization and riches, attacked its inhabitants, stormed their museums and shops, stole their palaces and churches, destroyed the noble city of the Bosporus and burned it down, after practicing acts of prey and plunder, leaving no valuables or utensils of domestic utility.

The Crusaders remained in Constantinople from 1204 to 1261, when they were forced to evacuate it on August 15, the feast of the Assumption of Our Lady, by General Alexe Estratigopolos, under the rule of Emperor Michael Paleologos, who reconquered the Capital. Then the Crusaders were finally annihilated in Palestine in 1291.
The schism was consummated, and in spite of the desires and concerted efforts in that direction, there was no possibility of healing the rupture to this day. The hope of unity did not succeed in becoming a happy reality, as everyone appealed. This eagerness motivated three councils: Bai, Apúlia, in 1098; Leo, in 1274; and Florence between 1438 and 1439. Unfortunately, in none of them was the desired union of all Christians in a single Church under one authority: Christ. Only God and the prayers will make possible the union of both Churches. All the efforts that are taking place around the world today will be in vain and doomed to failure if they do not rely on prayer and sacrifice. It is necessary, at the outset, to eliminate and totally disappear attacks, preaching condemnations and the treatment of heretics and schismatics lavished abundantly by the Church of Rome against the Orthodox Church. (After the last Ecumenical Council in Rome, the attacks on the Orthodox Church and other Christians ceased). It is absolutely imperative to recognize that the Orthodox Church is not a stray sheep that lives in error and darkness. We ask God that the words of Christ, " a single herd led by one shepherd," may one day be a happy reality.


The Doctrinal Differences between the Orthodox Church and the Roman

The fundamental difference is the question of papal infallibility and the alleged universal supremacy of the jurisdiction of Rome, which the Orthodox Church does not admit, for they frontally wound Sacred Scripture and Holy Tradition.

There are also other distinctions, listed below in two basic groups:

a) general differences; and
b) special differences.

In order to have an idea of these differences, let us look at the following scheme, from which a possibility of overcoming is inferred, when the spirit of fraternity which animates the work of true Christians hangs above the passions.


General Differences:


They are dogmatic, liturgical and disciplinary.

  • The Orthodox Church admits only seven Councils, while the Roman Church adopts twenty.
  • The Orthodox Church disagrees with the provenance of the Holy Spirit of the Father and the Son; only of the Father he admits.
  • Holy Scripture and Holy Tradition represent the same value as a source of Revelation according to the Orthodox Church. The Roman, however, considers Tradition more important than Sacred Scripture.
  • The consecration of bread and wine during Mass, in the Body and Blood of Our Lord Jesus Christ, is effected by the Preface, Word of the Lord and Epicurean, and not by the utterances uttered by Christ at the Last Supper, as taught by Roman Church.
  • Under no circumstances does the Orthodox Church admit the infallibility of the Bishop of Rome. He regards infallibility as a prerogative of the whole Church and not of one person.
  • The Orthodox Church understands that the decisions of an Ecumenical Council are superior to the decisions of the Pope of Rome or of any ecclesiastical hierarchy.
  • The Orthodox Church does not agree with the universal supremacy of the right of the Bishop of Rome over the entire Christian Church, since it considers all bishops to be equal. It only recognizes a primacy of honor or de facto supremacy (primus inter pares).
  • The Orthodox Church rejects the addition of the "Filioque," approved by the Church of Rome, in the Nicene-Constantinopolitan Symbol.
  • The Orthodox Church denies the existence of limbo and purgatory.
  • The Orthodox Church does not admit the existence of a Particular Judgment to appreciate the destiny of the souls, soon after the death, but a Universal Judgment.
  • The Sacrament of the Holy Anointing can be given to the faithful several times in case of bodily or spiritual illness, and not only in moments of agony or danger of death, as is practiced in the Roman Church.
  • In the Orthodox Church, the habitual minister of the Sacrament of Confirmation is the priest; in the Roman Church, the Bishop, and only extraordinarily, the priest.
  • The Orthodox Church does not admit the existence of indulgences.
  • In the Sacrament of Matrimony, the Minister is the priest and not the contracting parties.
  • Theological conceptions about religion, Church, Incarnation, Grace, images, eschatology, Sacraments, worship of the Saints, infallibility, religious State are different.

Special Differences:

In addition, there remain some disciplinary or liturgical differences that do not transfer dogma to doctrine. These are:

  1. In the temples of the Orthodox Church are allowed only icons.
  2. Orthodox priests can freely choose between celibacy and marriage.
  3. In the Eucharistic Sacrifice, in the Orthodox Church, bread with yeast is used; in the Roman Church, without yeast.
  4. The communion of the faithful is effected with bread and wine; in the Roman Church, only with bread.
  5. In the Orthodox Church, devotions to the Sacred Heart of Jesus, Corpus Christi, Via Crucis, Rosary, Christ the King, the Immaculate Heart of Mary and other similar celebrations do not exist.
  6. The process of canonization of a saint is different in the Orthodox Church; in it, most people participate in the recognition of their state of holiness.
  7. There are only three minor orders in the Orthodox Church: reader, acolyte, and sub-deacon; in the Roman Church, four: ostiary, reader, exorcist and acolyte.
  8. The Chrism and Communion in the Orthodox Church take place immediately after Baptism.
  9. In the formula of absolution of sins in the Sacrament of Confession, the orthodox priest acquits not in his own name, but in the name of God - "God absolves you of your sins"; in the Roman Church, the priest absolves in his own name, as the representative of God - "Ego absolvo a peccatis tuis ..."
  10. Orthodoxy does not admit the temporal power of the Church; in Roman Churgch, such doctrine is a dogma of faith.

The ICOC carefully clarifies its charism, its orthodoxy, and especially its transparency as an institution and Catholic Orthodox Celtic Church with Hesychastic spirituality. This is our way of institutional honesty, without lying or camouflaging what does not exist. May God bless all the seekers of the Gospel of our Lord Jesus Christ.

bookma

++ Bernardo da Ressureição, OHB.
Arcebispo Primaz


Ordem Hesicasta do Brasil
Ordem Hesicasta do Brasil

Contato

Utilize o formulário abaixo para falar conosco.
CAPTCHA