Um Homem de Deus

Um Homem de Deus
Novo


Uma vez alguns ladrões chegaram a um velho eremita e disseram:

 - "Vamos levar tudo de sua cela".

Ele respondeu:

 - "Levem tudo o que precisam, meus filhos."

Eles pegaram quase tudo na cela, mas, não viram um pequeno saco de dinheiro que estava escondido. O ancião apanhou o saco de dinheiro e foi atrás deles, gritando:

- "Filhos! Vocês esqueceram uma coisa!"

Os ladrões ficaram surpresos. Não só não pegaram o dinheiro, como devolveram tudo o que tinham tomado.

- "Verdadeiramente", disseram eles, "este é um homem de Deus".

O velho monge não leu sermões para seus convidados indelicados. Ele não os repreendeu nem os ameaçou, nem teve uma conversa com eles. O que então fez com que os ladrões mudassem de idéia e corrigissem suas ações? Eles tinham visto nele um tipo diferente de homem: um homem de Deus.


Somente um homem rico em Deus pode ser tão livre de apego às posses e ao dinheiro, que escravizaram a humanidade. Somente um homem que está enraizado em Deus pode infalivelmente preservar a paz e a magnanimidade quando confrontado com o mal manifesto.

Mas, acima de tudo, os ladrões foram tocados pelo amor que o ancião lhes mostrou. Somente um homem que se tornou semelhante a Deus pode demonstrar tal amor aos bandidos que vieram roubá-lo, de modo que ele possa sinceramente colocar seus interesses acima dos seus. Isso não poderia ter acontecido se a fé do monge tivesse sido confinada a rituais, dogmas, coleções de regras e belas palavras sobre Deus, sem experiência real de vida em Cristo.

Os ladrões viram um homem em quem a Palavra dos Evangelhos tinha se tornado uma realidade, uma experiência da comunhão viva com Deus, uma experiência da vida celestial enquanto ainda na terra.